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metadata.dc.type: Relatório de Pesquisa
Title: Um olhar sobre o Projeto de Assentamento Agroextrativista da Ilha do Baixio na perspectiva das mulheres da Ilha
metadata.dc.creator: Gilberlene Sousa Carvalho
metadata.dc.contributor.advisor1: Kátia Helena Serafina Cruz Schweickardt
metadata.dc.description.resumo: O Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) da Ilha do Baixio, foi criado pelo INCRA em 2007 numa área de várzea do município de Iranduba. A presente pesquisa se propõem a descrever etnograficamente como se dá a participação das mulheres da Ilha no processo de criação e implantação do referido PAE. A partir do modo como o empreendimento foi percebido pelas mulheres que moram na região, tentando compreender como o PAE interferiu no cotidiano e na organização dessas mulheres. Pretendemos também analisar os impactos dessa nova política agrária recentemente implantada em área de várzea no Estado do Amazonas. Nos anos de 1970 e 1980, a política agrária empreendida pelo INCRA não considerava os arranjos territoriais locais, estimulando a implantação de projetos agropecuários de matriz desenvolvimentista. A partir do final dos anos de 1980, com o fracasso de vários desses projetos, da premência das preocupações ambientais e da emergência de novos sujeitos sociais no cenário regional que o órgão passou a empreender a criação de projetos de assentamento agroextrativistas (PAE). Como resultado desse longo processo, em 2007 a Ilha do Baixio foi transformada no projeto de Assentamento Agroextrativista da Ilha do Baixio e seus moradores da várzea tornaram-se assentados do INCRA. Ressalta-se que muitas dessas políticas públicas voltadas para a população ribeirinha e extrativista da Amazônia não se devem apenas às agências governamentais, mas também as lutas dos seringueiros e ribeirinhos que aproveitaram estrategicamente a conjuntura favorável em defesa do seu modo de vida e de suas territorialidades. O fato é que boa parte da memória e dos registros dessas conquistas está contada no masculino. Para dar conta de tais objetivos, utilizaremos métodos qualitativos, como a etnografia, que tem como principal preocupação realizar uma descrição densa dos sujeitos da pesquisa, seu modo de vida, suas relações sociais, especialmente aquelas que dizem respeito à implantação do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) do INCRA na Ilha; também utilizaremos o métodos de reconstrução da memória social, tomando a memória como uma maneira de construção coletiva sobre o passado feita a partir das condições sociais que o grupo vivencia no presente, ressaltando que é preciso existir pontos de contatos entre os relatos da memória, para que as lembranças possam ser reconstruídas sobre uma base comum. Faremos uso também da observação de campo buscando mapear as mudanças sociais advindas da criação do referido PAE, nos quais as mulheres estão direta, ou indiretamente envolvidas. Recorreremos também à pesquisa bibliográfica em torno da questão agrária na Amazônia e de documentos junto aos órgãos públicos envolvidos e nas organizações sociais da Ilha do Baixio. A pesquisa documental é de extrema importância em nosso trabalho, porque existem textos analíticos e relatórios produzidos por pesquisadores, gestores públicos outros que podem contribuir bastante com a pesquisa.
Abstract: 
Keywords: mulheres da floresta, assentamento, políticas públicas
metadata.dc.subject.cnpq: Ciências Humanas: Sociologia Rural
metadata.dc.language: pt_BR
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal do Amazonas
metadata.dc.publisher.initials: UFAM
metadata.dc.publisher.department: Ciências Sociais
Instituto de Ciências Humanas e Letras
metadata.dc.publisher.program: PROGRAMA PIBIC 2011
metadata.dc.rights: Acesso Restrito
URI: http://riu.ufam.edu.br/handle/prefix/2671
Issue Date: 31-Jul-2012
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