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metadata.dc.type: Relatório de Pesquisa
Title: A condição feminina no romance Chove nos campos de cachoeira , de Dalcídio Jurandir
metadata.dc.creator: Rosiely Façanha da Cunha
metadata.dc.contributor.advisor1: Joanna da Silva
metadata.dc.description.resumo: Publicado no ano de 1941, Chove nos Campos de Cachoeira é o primeiro romance da coletânea publicada por Dalcídio Jurandir. Contextualizado na localidade de Cachoeira, na ilha de Marajó, no estado do Pará, o romance dalcidiano trás como fio condutor de seu enredo dois personagens principais: o jovem Alfredo e seu irmão mais velho, Eutanázio. A narrativa se desenvolve por meio de um narrador onisciente, que ora toma como foco o jovem Alfredo, menino mestiço, filho de Dona Amélia, negra, neta de escravos, que quando jovem vivera trabalhando nos castanhais, antes de ir morar em Cachoeira, na companhia do Major Alberto, pai de Alfredo e Eutanázio, e de outros filhos do casamento anterior do qual enviuvara. Alfredo é uma criança que caminha para a adolescência com suas peripécias, cheio de sonhos e expectativas em relação ao futuro, sempre tendo a seu lado a presença amorosa e protetora de sua mãe, e do seu inseparável caroço de tucumã, uma mistura de amuleto e brinquedo de estimação; a segunda vertente da narrativa direciona-se para Eutanázio, este, ao contrário do meio-irmão mais novo, não revela entusiasmo algum pela vida, é irônico e pessimista em relação à vida e ao futuro. Além da relação tumultuada com o pai, Eutanázio também traz no coração a desilusão do amor não correspondido por Irene, além de portador de uma doença que o acompanha ao longo de toda a vida. Apesar de não figurar como personagem central na narrativa dalcidiana, a personagem Dona Amélia é muito significativa e chama a atenção do leitor em relação a sua condição de mulher, esposa e mãe, seja dentro da casa, no seio familiar, e nas relações sociais. Devido a sua condição de descendente de escravos e trabalhadora nos castanhais, Dona Amélia sofre o preconceito racial por parte das filhas do Major Alberto, que não a reconhecem como madrasta, e também da sociedade cachoeirense, que a considera inferior ao padrão social do Major , e até mesmo seu filho Alfredo que, muitas vezes, mesmo sem querer , perde-se em seus devaneios nos quais deseja que as mãos que cura suas feridas, e lhe fazem carinho, não fossem pretas, não queria ter nascido filho de mãe preta. Mesmo as pessoas que batem à porta de sua casa pedindo comida, e que ela ajuda, sem o consentimento do Major, também a discriminam pela sua cor negra, e sua condição de amasiada com homem branco . Mesmo sendo uma esposa e mãe dedica e carinhosa, bondosa e caridosa com os mais pobres, Dona Amélia não consegue fugir de sua condição racial. São fatores como estes que revelam a condição e a discriminação social e racial que nos instiga a empreender uma leitura analítica da narrativa dalcidiana.
Abstract: 
Keywords: condição feminina, romance, Dalcídio Jurandir
metadata.dc.subject.cnpq: Lingüística, Letras e Artes: Literatura Brasileira
metadata.dc.language: pt_BR
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal do Amazonas
metadata.dc.publisher.initials: UFAM
metadata.dc.publisher.department: Instituto de Agricultura e Ambiente - Humaitá
metadata.dc.publisher.program: PROGRAMA PIBIC 2014
metadata.dc.rights: Acesso Restrito
URI: http://riu.ufam.edu.br/handle/prefix/4571
Issue Date: 31-Jul-2015
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