Níveis de Proteína C reativa no Lúpus Eritematoso Sistêmico: diagnóstico diferencial entre reatividade lúpica e infecção
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O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune multissistêmica que ocorre frente a danos teciduais mediados pelo sistema imunológico. Na maioria dos pacientes com LES, a doença se caracteriza por uma evolução clínica com período de exacerbações e remissões. O tratamento consiste basicamente em terapia com drogas imunossupressoras, dessa forma pacientes com LES estão mais propensos a infecções. Um dilema clínico frequente é diferenciar se a febre é decorrente da reatividade lúpica ou é devido a uma infecção em detrimento da imunossupressão. Infecções em pacientes imunocomprometidos com doenças reumáticas são causas de morbidade e mortalidade significativas. A proteína C reativa (PCR) está entre as proteínas produzidas durante a resposta à fase aguda, tendo esta, grande destaque como marcador da inflamação tanto em doenças reumatológicas quanto em doenças não-reumatológicas. A concentração dessa proteína é comumente requerida pelos médicos para auxiliar no diagnóstico e acompanhamento dos pacientes portadores de LES. No entanto, sua importância ainda é pouco conhecida: sabe-se que está relacionada com atividade inflamatória, porém ainda não há como diferenciar exatamente se seu aumento está implicado na reativação da doença; se a doença está em sua fase de remissão e há infecção influenciando a patologia de base; ou se o paciente encontra-se em fase de exacerbação dos sinais e sintomas e uma infecção associada.
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