Avaliação do impacto e da frequência de comorbidades nos pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico com e sem COVID-19 do Amazonas
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Autores
Orientador(es)
Coorientador(es)
Lopes, Antônio Luiz Ribeiro Boechat
Membros da banca
Passos, Luiz Fernando de Souza
Boechat, Narjara de Oliveira
Boechat, Narjara de Oliveira
Pós-Graduação
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Editor
Universidade Federal do Amazonas
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Direito de acesso
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Resumo
Introdução: O projeto ReumaCoV-Brasil foi um estudo multicêntrico provido pela
Sociedade Brasileira de Reumatologia com o objetivo de identificar o comportamento de
doenças reumáticas imunomediadas(DRIM), frente a infecção pelo COVID-19. Teve um
desenho prospectivo, longitudinal com 1300 pacientes, sendo 604 com lúpus eritematoso
sistêmico (LES). Foram observadas variáveis demográficas, epidemiológicas, clínicas e
desenlaces mórbidos e letalidade. Métodos: O presente trabalho é uma avaliação pós-hoc
do banco de dados do projeto ReumaCoV-Brasil, com foco exclusivamente nos 144
pacientes com LES admitidos no estado do Amazonas, sendo o desenlace primário efeito
das comorbidades na atividade da doença, aferida pelo SLEDAI-2K e pela avaliação
global pelo paciente (PGA), nos pacientes acometidos pela COVID-19 (n=93) e controles
não acometidos (n=57). Estavam excluídos imunossupressores por outras causas (câncer,
HIV). Foram consideradas as variáveis: gênero, idade, tempo de doença (LES), forma de
aquisição da COVID-19, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus, índice
de massa corporal (obesidade), acometimento renal (TFG<25ml/s), hiperlipidemia,
tabagismo, etilismo, medicações em uso (corticoides, hidroxicloroquina, ciclofosfamida,
micofenolato de mofetil), SLEDAI, PGA e indicadores de gravidade da COVID-19
(hospitalização, ventilação mecânica e óbito). Resultados: Nenhuma das variáveis
demográficas, epidemiológicas e nosológicas (comorbidades) apresentaram associação
com gravidade da COVID-19. Hipertensão Arterial Sistêmicamostrou uma tendência a
quadros graves de COVID-19, mas sem apresentar significância estatística. Comparando se pacientes lúpicos com COVID-19 àqueles sem COVID-19, não se observou elementos
clínicos que indicassem susceptibilidade e mau prognóstico à COVID-19. Conclusões:
Comorbidades não demonstaram influência na gravidade (hospitalização, ventilação
mecânica e óbito) em pacientes com LES e COVID-19 no estado do Amazonas. Ressalta se que o baixo número amostral e métodos de baixa sensibilidade para o diagnóstico da
COVID-19 fragilizam os resultados da pesquisa.
Abstract
Introduction: The ReumaCoV-Brazil project was a multicenter study carried out by the
Brazilian Society of Rheumatology with the aim of identifying the behavior of immune mediated rheumatic diseases (IMRDs) in the face of COVID-19 infection. It had a
prospective, longitudinal design with 1,300 patients, 604 of whom had systemic lupus
erythematosus (SLE). Demographic, epidemiological, clinical and morbid outcome and
lethality variables were observed. Methods: This study is a post-hoc evaluation of the
ReumaCoV-Brazil project database, focusing exclusively on 144 patients with SLE
admitted to the state of Amazonas, with the primary outcome being the effect of
comorbidities on disease activity, as measured by SLEDAI-2K and patient global
assessment (PGA), in patients affected by COVID-19 (n=93) and unaffected controls
(n=57). Immunosuppressants for other causes (cancer, HIV) were excluded. The
following variables were taken into account gender, age, length of disease (SLE), form
of COVID-19 acquisition, systemic arterial hypertension (SAH), diabetes mellitus, body
mass index (obesity), kidney involvement (GFR<25ml/s), hyperlipidemia, smoking,
alcohol consumption, medications in use (corticosteroids, hydroxychloroquine,
cyclophosphamide, mycophenolate mofetil), SLEDAI, PGA and COVID-19 severity
indicators (hospitalization, mechanical ventilation and death). Results: None of the
demographic, epidemiological or nosological variables (comorbidities) showed an
association with COVID-19 severity. Systemic arterial hypertension showed a tendency
towards severe COVID-19, but without statistical significance. When comparing lupus
patients with COVID-19 to those without COVID-19, there were no clinical elements that
indicated susceptibility and poor prognosis to COVID-19. Conclusions: Comorbidities
had no influence on severity (hospitalization, mechanical ventilation and death) in
patients with SLE and COVID-19 in the state of Amazonas. It should be noted that the
low sample size and low sensitivity methods for diagnosing COVID-19 weaken the
results of the study.
Descrição
Palavras-chave
Termo controlado
COVID-19 (Doença) - Complicações e sequelas; Doenças autoimunes; Reumatismo
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Citação
SCRIHNOLI, Juliana Alves. Avaliação do impacto e da frequência de comorbidades nos pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico com e sem COVID-19 do Amazonas. 2025. 64 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade federal do Amazonas, Manaus (AM).
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