Caracterização citogenética de populações de Phoneutria fera, P. reidyi e Ancylometes rufus (Araneae: Ctenidae) separadas pelos rios Negro e Amazonas

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O rio Negro e o rio Amazonas são os maiores rios do mundo e podem contribuir para o isolamento reprodutivo de muitas espécies de animais de floresta de terra firme, o que pode favorecer o surgimento de espécies crípticas. Uma das maneiras de identificar espécies crípticas é através da citogenética, que também pode ser útil no reconhecimento do complexo de espécies e no estabelecimento de relações filogenéticas. Na Amazônia as espécies Phoneutria fera e P. reidyi (Araneae: Ctenidae) são caçadoras noturnas grandes com hábitos agressivos e têm importância médica porque seu veneno tem poderosas toxinas. Ambas têm distribuição ampla dentro da Amazônia. A espécie Ancylometes rufus também está entre as maiores da família Ctenidae e vive principalmente próximo a corpos de água no chão. Sua distribuição é ainda mais ampla, pois inclui a Mata Atlântica. Não há estudos cromossômico destes gêneros e nunca foi avaliada a possibilidade de haver espécies crípticas neles. O objetivo deste estudo é caracterizar citogeneticamente e comparar as populações de P. fera, P. reidyi e A. rufus separadas pelos rios Negro e Amazonas, nas regiões de Iranduba, Careiro da Várzea, Fazenda Experimental da UFAM e Fragmento Florestal do campus da UFAM. De cada aranha adulta, são retiradas as gônadas que são submetidas à preparação cromossômica descrita por Araujo et al. (2008). Ao longo dos primeiros meses do estudo o estudante de PIBIC coletou aranhas, aprendeu a dominar as técnicas citogenéticas e de fotografias de cromossomos e analisou os cariótipos das três espécies. Encontramos 12 pares de cromossomos para machos de Ancylometes rufus da Floresta da UFAM, sendo 2 pares sexuais. Para P. reidy da floresta da UFAM, encontramos 14 pares de cromossomos, sendo 2 pares sexuais. Para P. fera, tanto da Floresta da UFAM quanto Fazenda Experimental da UFAM, encontramos 14 pares de cromossomos, sendo 2 pares sexuais. As coletas para as comparações cromossômicas serão feitas em abril (Iranduba) e maio (Careiro da Várzea), para avaliar o potencial efeito de barreiras geográficas. A renovação do projeto será importante para a coleta de mais indivíduos por espécie, que contribuirá para uma avaliação mais segura na análise de cariótipo e a inclusão de uma técnica adicional de análise (Banda C) que permitirá comparações bem mais aprofundadas entre as populações das diferentes margens.

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