Validação da idade estimada por osteocronologia em Podocnemis expansa (Chelonia/Podocnemidae) de criadouros comerciais na região Metropolitana de Manaus
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Modelos de determinação da idade em vertebrados amazônicos com indivíduos de idade conhecida são raros. Uma exceção, e uma oportunidade singular, seria a modelagem da relação tamanho/idade das centenas de milhares de tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) mantidas em criadouros comerciais. A presente proposta é também uma oportunidade importante para validarmos a esqueletocronologia como ferramenta de conservação e manejo de populações da espécie, em cativeiro ou em vida livre. Os nossos objetivos específicos serão os seguintes: (1) definir qual a porção e qual osso longo que melhor retrata a formação dos anéis de crescimento (skeleton growth marks, SGMs) para a espécie em condições de cativeiro; (2) Estimar a idade de machos e fêmeas por esqueletocronologia; (3) Validar as idades estimadas com a idade real dos indivíduos; (4) Relacionar o tamanho dos indivíduos com a idade real e o sexo; (5) Relacionar o número de SGMs com os anéis de crescimento formados nas escamas epidérmicas que revestem o casco da tartaruga. Dezoito P. expansa serão doados por no mínimo três criadouros comerciais implantados nos municípios de Manaus, Iranduba e Manacapuru. Serão amostrados três indivíduos de cada sexo, distribuídos primariamente em três classes de situação reprodutiva. Os ossos longos (fêmur e úmero) serão separados da musculatura, preservados em formol 10% tamponado a pH 7, por no mínimo 24 horas; e posteriormente conservados em álcool 70%. Os ossos longos serão desmineralizados com RDO e cortados em micrótomo de congelação, na espessura de 30 a 45 micrômetros. Os cortes serão imersos em Borato de Sódio a 1% e corados com Hematoxilina para melhor visualização da formação dos anéis. Após a coloração, os cortes serão banhados com Glicerina, seguido por um banho de água destilada e posterior montagem em lâmina e lamínula com Entellan. O número de anéis/linhas de crescimento presentes nas escamas epidérmicas será contado a olho nu e com microscópio estereoscópio. As escamas também serão fotografadas e posteriormente processadas no Photoshop, na busca da melhor textura para a visualização dos anéis. Estatísticas descritivas, coeficiente de correlação de Pearson e regressão linear simples serão utilizadas para avaliar a natureza dos dados e as suas principais associações possíveis. A relação entre o tamanho, as idades estimada e a real, o número de anéis de crescimento ósseo (LGMs) e o número de anéis epidérmicos nas escamas será avaliada por regressão linear. Apesar da tartaruga-da-amazônia ser intensamente explorada para a subsistência e o comércio desde os tempos pré-cabralinos, o nosso conhecimento sobre a biologia da espécie é limitado; e as bases técnico-científicas para a cadeia produtiva da espécie são incipientes. Dessa forma, a presente proposta torna-se uma oportunidade importante para validarmos a esqueletocronologia como ferramenta de conservação e manejo de populações da espécie, em cativeiro ou em vida livre.
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