Ambiente construído e autogerenciamento em saúde de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2 em um município do interior do Amazonas

Carregando...
Imagem de Miniatura

Coorientador(es)

Rech, Cassiano Ricardo

Membros da banca

Tavares, Bruno Mendes
Campos, Hércules Lázaro Morais

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal do Amazonas

Direito de acesso

DOI

Resumo

Introdução: O ambiente construído pode influenciar comportamentos de saúde e o manejo de doenças crônicas, como o diabetes mellitus tipo 2. Em contextos interioranos da Amazônia, fatores socioeconômicos, geográficos e culturais podem limitar o acesso a alimentos saudáveis e a espaços para atividade física, impactando o autogerenciamento da doença. Objetivo: Analisar a relação entre o ambiente construído (alimentar e espaços públicos de atividade física) e o autogerenciamento em saúde de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 no município de Iranduba, Amazonas. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal de base comunitária, descritivo e quantitativo, vinculado ao projeto “Intervenção conduzida por agentes comunitários de saúde para o manejo do diabetes mellitus tipo 2 no interior do Amazonas”. A população foi composta por indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde de Iranduba (n=273). A coleta de dados incluiu auditoria de estabelecimentos comerciais utilizando o Instrumento de Auditoria do Ambiente Alimentar (AUDIT-NOVA) e aplicação do Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes (QAD) e da Escala de Ativação do Paciente (PAM-13). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (frequências, médias e desvios-padrão), além de análise geoespacial em Sistema de Informação Geográfica, utilizando o software QGIS. Resultados: Foram auditados estabelecimentos de comercialização de alimentos no perímetro urbano de Iranduba, com predominância de ambientes classificados como mistos ou com oferta relevante de alimentos ultraprocessados. Identificaram-se 11 espaços destinados à prática de atividade física, dos quais 8 atenderam aos critérios de inclusão do estudo. Os resultados do QAD indicaram níveis reduzidos de adesão ao autocuidado em parte dos domínios avaliados, enquanto o PAM-13 evidenciou predomínio de níveis intermediários de ativação para o autogerenciamento em saúde. Conclusão: As características do ambiente construído podem influenciar o autogerenciamento em saúde de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 em contextos interioranos da Amazônia, reforçando a importância de considerar o território no planejamento de políticas públicas e estratégias de promoção da saúde.

Abstract

Introduction: The built environment influences health behaviors and the management of chronic diseases, such as type 2 diabetes mellitus. In inland areas of the Amazon region, socioeconomic, geographic, and cultural factors may limit access to healthy foods and spaces for physical activity, thereby affecting disease self-management. Objective: To analyze the relationship between the built environment (food environment and public spaces for physical activity) and health self-management among individuals with type 2 diabetes mellitus in the municipality of Iranduba, Amazonas. Methodology: This is a community-based cross-sectional, descriptive, and quantitative study linked to the project “Intervention conducted by community health agents for the management of type 2 diabetes mellitus in the interior of Amazonas.” The study population consisted of individuals with type 2 diabetes mellitus registered at Primary Health Care Units in Iranduba (n=273). Data collection included an audit of commercial food outlets using the Food Environment Audit Tool (AUDIT-NOVA), as well as the application of the Diabetes Self-Care Activities Questionnaire (QAD) and the Patient Activation Measure (PAM- 13). Data were analyzed using descriptive statistics (frequencies, means, and standard deviations), and geospatial analysis in a Geographic Information System (GIS) using QGIS software. Results: Food retail establishments located in the urban area of Iranduba were audited, with a predominance of environments classified as mixed or with a relevant supply of ultraprocessed foods. Eleven spaces intended for physical activity were identified, of which eight met the study inclusion criteria. The QAD results indicated reduced adherence to self-care in some evaluated domains, while the PAM-13 revealed a predominance of intermediate levels of activation for health self-management. Conclusion: Characteristics of the built environment may influence health self-management among individuals with type 2 diabetes mellitus in inland areas of the Amazon, reinforcing the importance of considering territorial context in the planning of public policies and health promotion strategies for diabetes management.
Introdução: O ambiente construído pode influenciar comportamentos de saúde e o manejo de doenças crônicas, como o diabetes mellitus tipo 2. Em contextos interioranos da Amazônia, fatores socioeconômicos, geográficos e culturais podem limitar o acesso a alimentos saudáveis e a espaços para atividade física, impactando o autogerenciamento da doença. Objetivo: Analisar a relação entre o ambiente construído (alimentar e espaços públicos de atividade física) e o autogerenciamento em saúde de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 no município de Iranduba, Amazonas. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal de base comunitária, descritivo e quantitativo, vinculado ao projeto “Intervenção conduzida por agentes comunitários de saúde para o manejo do diabetes mellitus tipo 2 no interior do Amazonas”. A população foi composta por indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde de Iranduba (n=273). A coleta de dados incluiu auditoria de estabelecimentos comerciais utilizando o Instrumento de Auditoria do Ambiente Alimentar (AUDIT-NOVA) e aplicação do Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes (QAD) e da Escala de Ativação do Paciente (PAM-13). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (frequências, médias e desvios-padrão), além de análise geoespacial em Sistema de Informação Geográfica, utilizando o software QGIS. Resultados: Foram auditados estabelecimentos de comercialização de alimentos no perímetro urbano de Iranduba, com predominância de ambientes classificados como mistos ou com oferta relevante de alimentos ultraprocessados. Identificaram-se 11 espaços destinados à prática de atividade física, dos quais 8 atenderam aos critérios de inclusão do estudo. Os resultados do QAD indicaram níveis reduzidos de adesão ao autocuidado em parte dos domínios avaliados, enquanto o PAM-13 evidenciou predomínio de níveis intermediários de ativação para o autogerenciamento em saúde. Conclusão: As características do ambiente construído podem influenciar o autogerenciamento em saúde de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 em contextos interioranos da Amazônia, reforçando a importância de considerar o território no planejamento de políticas públicas e estratégias de promoção da saúde.

Descrição

Termo controlado

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Citação

ABE, Yara Ayami Mattos. Ambiente construído e autogerenciamento em saúde de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2 em um município do interior do Amazonas. 2026. 107 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2026.

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto