Análise do discurso da publicidade da linha Ekos da Natura

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Conforme Preti (1997) linguagem e sociedade estão ligadas entre si de modo inquestionável. Toda publicidade é fato comunicativo que reflete ideologias das fontes a serem transmitidas a determinados receptores, que segundo Pinto (1997), segue modelos informacionais da Lingüística e da Semiologia que orientam na escolha e organização de sistemas de signos codificadores das mensagens. Quanto às ideologias presentes nas mensagens publicitárias, estas são muitas vezes decisivas, no momento, em que o público escolhe determinada mercadoria. A linha de produtos EKOS da Natura é, atualmente, considerada o carro-chefe da referida empresa porque, a princípio, procura atender e responder às indagações do debate ativo dos ecologistas, pesquisadores, consumidores e organizações pelo desenvolvimento de produtos/serviços ecologicamente sustentáveis. Esta corrente de pensamento é resultado de uma sociedade que nos dias de hoje busca aliar produtos verdes com responsabilidade social e ambiental. Conforme Azevedo (2001) os desastres ambientais dos anos 80 e a publicação do Nosso Futuro Comum contribuíram para uma tomada maior de consciência em relação às questões ambientais nas manchetes da mídia e nas agendas da maior parte das outras nações do mundo. A Indústria e o Comércio descobriram que a floresta é uma fábrica de Eco-marketing e lucros, além de fornecer crédito às empresas através da ênfase da responsabilidade social destas em relação ao meio ambiente e aos consumidores verdes (Azevedo, 2001). A linha de produtos EKOS da Natura possui uma identidade visual própria, desde a embalagem ecologicamente correta (refis) que sugerem uma idéia de respeitabilidade a quem o consome, até o resgate dos saberes tradicionais , a volta às origens . Todos os materiais dos catálogos e anúncios são feitos em papel reciclado e toda linguagem visual é estrategicamente pensada para seduzir. Segundo Azevedo (2007) a publicidade se utiliza em grande parte da comunicação conotativa através de uma linguagem baseada numa relação secundária, construída através de ligações e relações estabelecidas com as forças básicas, geralmente inconscientes, existentes em toda pessoa humana e, especificamente nos atuais consumidores: o desejo pelo verde. Segundo Martins (1997) a força da mensagem publicitária é incalculável, uma vez que atinge muitos espectadores e terá muitas leituras de acordo com os interesses de cada um. Chega-se a ponto de constituir o produto como símbolo e fim de uma necessidade social, tais como o status e aprovação do grupo social. Tudo isso mostra a importância de se trabalhar intensamente os sistemas de signos usados nas mensagens e a forma verbal dos textos. Nas categorias argumentativas, recorre-se a Charaudeau, apud Oliveira (1996), ou seja: a demonstrativa e a persuasiva. Para se efetivar o objeto de estudo, delimita-se, portanto, a realização dessa análise nos catálogos da Linha Ekos da Natura de forma periódica (seis meses).

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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

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