Prospecção química e avaliação da inibição de radical livre e atividade citotóxica do extrato de cascas do caule de Bertholletia excelsa Bompl

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Os produtos naturais nos últimos anos têm contribuído para descoberta de novas substâncias ativas. No entanto, existem plantas com poucos estudos científicos que comprovem verdadeiramente a sua eficácia e, se pode emanar algum risco à saúde. A Amazônia apresenta uma grande biodiversidade de plantas incluindo Bertholletia excelsa Bompl., conhecida popularmente como castanha do Pará ou castanha do Brasil e é considerada uma das árvores mais altas da flora brasileira. Apresenta folhas coriáceas, tronco retilíneo e cilíndrico revestido por casca sulcada de cor acinzentada-escura, é nativa da América do Sul, com ocorrência no Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela e Equador, sendo única representante do gênero, pertencente à família Lecythidaceae. A atividade antioxidante faz parte do mecanismo de proteção natural de vegetais contra microrganismos, radiação ultravioleta, entre outros. Um antioxidante atua impedindo a formação de radicais livres, substâncias capazes de desencadear uma série de doenças crônicas e degenerativas. Alguns metabólitos secundários como cumarinas, flavonóides, terpenos e polifenóis, estão relacionados com a diminuição dessas doenças. Este trabalho tem como objetivo analisar a presença de metabólitos secundários e avaliar atividades citotóxica e antioxidante de extratos brutos das cascas do caule de B. excelsa. As cascas secas e trituradas serão extraídas com etanol em aparelho de Soxhlet, e concentrado em evaporador rotatório. O extrato obtido será fracionado por partição liquido-liquido com solventes em ordem crescente de polaridade, tais como: hexano, clorofórmio, acetato de etila, e butanol. As frações serão concentradas e terão seus rendimentos determinados. Em seguida será realizada a prospecção fitoquímica em tubo de ensaio e em placas cromatográficas para caracterização de constituintes fenólicos, terpenos, saponinas e alcaloides. O extrato e as frações também serão analisados quanto à atividade antioxidante segundo Mensor (2001) e atividade citotóxica frente ao microcrustáceo Artemia salina Leach segundo Meyer (1982).

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