Qualidade do sono em mulheres na pós-menopausa e a relação com a intensidade dos sintomas climatéricos

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

Coorientador(es)

Membros da banca

Simões, Luan César Ferreira
Silva, Katheleen Wandy Soares da

Pós-Graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Direito de acesso

DOI

Resumo

Introdução: O climatério envolve intensas transformações biopsicossociais e hormonais que, se mal geridas, podem afetar a qualidade do sono e o bem-estar. Objetivo: Avaliar a qualidade do sono e a relação com a intensidade dos sintomas climatéricos em mulheres na pósmenopausa. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, onde foram incluídas 101 mulheres com idades entre 40 e 65 anos na pós-menopausa. Foi utilizado a Menopause Rating Scale que para avaliar os sintomas da menopausa e Pittsburgh Sleep Quality Index – PSQI para a categorizar a qualidade do sono. Para comparar os scores de intensidade dos sintomas entre os grupos utilizou-se o teste não paramétrico Kruskal-Wallis e a para correlação entre variáveis foi aplicado o teste de Spearman. Considerou-se significativos valores de p<0,05. Resultados: Foram classificadas 55 mulheres (54,5%) com qualidade do sono ruim. Com base nos scores totais do MRS, os sintomas foram categorizados como severos com escores acima de 16 pontos. Na análise por domínios, houve variações de intensidade moderada à severa, destacando o maior grau de severidade para os sintomas de ordem psicológica (escores acima de 7 pontos). Foram observadas correlações proporcionais fracas e significativas (p<0,001) entre os escores totais do PSQI com o escore total do MRS e com o domínio psicológico. Além disso, houve correlação significativa moderada com o domínio somatovegetativo, indicando que quanto maior a intensidade dos sintomas, pior a qualidade do sono. Conclusão: O estudo atual demonstrou que a gravidade dos sintomas do climatério parece influenciar significativamente a qualidade do sono, resultando em um impacto negativo mais acentuado em mulheres na pós-menopausa.

Abstract

Introduction: Climacteric involves intense biopsychosocial and hormonal transformations that, if poorly managed, can affect sleep quality and well-being. Objective: To assess sleep quality and its relationship with the intensity of climacteric symptoms in postmenopausal women. Methods: This is a cross-sectional study, which included 101 postmenopausal women aged between 40 and 65 years. The Menopause Rating Scale was used to assess menopause symptoms and the Pittsburgh Sleep Quality Index – PSQI to categorize sleep quality. To compare symptom intensity scores between groups, the nonparametric Kruskal-Wallis test was used, and the Spearman test was used to correlate variables. Values of p<0.05 were considered significant. Results: Fifty-five women (54.5%) were classified as having poor sleep quality. Based on the total MRS scores, symptoms were categorized as severe with scores above 16 points. In the analysis by domains, there were variations in intensity from moderate to severe, highlighting the highest degree of severity for psychological symptoms (scores above 7 points). Weak and significant proportional correlations (p<0.001) were observed between the total PSQI scores and the total MRS score and the psychological domain. In addition, there was a moderate significant correlation with the somatovegetative domain, indicating that the greater the intensity of the symptoms, the worse the quality of sleep. Conclusion: The current study demonstrated that the severity of climacteric symptoms appears to significantly influence sleep quality, resulting in a more pronounced negative impact in postmenopausal women.

Descrição

Termo controlado

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Citação

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto