Quem ela pensa que é? corpo, performance, memória e a arte afrocentrada de Keila Sankofa
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Vicente, José Gil
Oliveira, Alexandre Santos de
Oliveira, Alexandre Santos de
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Universidade Federal do Amazonas
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Resumo
Esta dissertação apresenta uma análise dos trabalhos artísticos de Keila Sankofa. Quem ela
pensa que é? Uma pergunta que atravessa muitos corpos negros. As performatividades sociais
envolvidas em modelos e relações estruturadas nos domínios do corpo. Neste sentido, os
objetivos gerais embasam-se em analisar os trabalhos de Keila Sankofa, uma artista negra e
amazonense, e os processos de reconfiguração da identidade étnico-racial e emancipação dos
corpos negros através da arte, memória, identidade e reconexão com os ancestrais e o seu corpo.
Pensando na complexidade do ser negro e esse não lugar em que estão inseridos, buscamos
uma metodologia interdisciplinar e etnográfica, nos valendo de autores como Max Weber
(1999), Michel Foucault (2008), Pierre Bourdieu (2011) e intelectuais negros como Frantz
Fanon (2008), Achille Mbembe (2018), Sueli Carneiro (2005) e Abdias do Nascimento (2016).
Para isso, elaboramos um breve contexto do que é ser negro no Brasil, no primeiro capítulo. No
segundo, trabalhamos a figura do negro no Amazonas e seu processo de apagamento dos livros
e de domínio público. O terceiro capítulo, a arte afrocentrada de Keila Sankofa, quem é ela
afinal? Uma multiartista que nos seus trabalhos artísticos e performáticos coloca o/a negro/a
em primeira pessoa assumindo o protagonismo de suas próprias histórias, resgatando a beleza,
a cura, a limpeza de sua imagem, a arte afrocentrada como libertação. A artista se denomina
uma artista afrofuturista, pois está no futuro de sua ancestralidade e, agora, exige ser ouvida,
vista e compreendida, pensando a coletividade como instrumento de mudança social e
retomando o seu lugar de direito na cidade e nas ruas, um berço ancestral.
Abstract
This dissertation presents an analysis of Keila Sankofa´s artistic works. Who does she think she
is? A question that crosses many black bodies. The social performativities involved in models
and structured relationships in the domains of the body. In this sense, the general objectives are
based on analyzing the works of Keila Sankofa, a black artist from Amazonas, and the processes
of reconfiguration of ethnic-racial identity and emancipation on black bodies through art,
memory, identity and reconnection with ancestors and your body. Thinking about the
complexity of being black and this non-place in which they are inserted, we seek na
interdisciplinar and ethnographic methodology, using authors such as Max Weber (1999),
Michel Foucault (2008), Pierre Bourdieu (2011) and black intellectuals such as Frantz Fenon
(2008), Achille Mbembe (2018), Sueli Carneiro (2005) and Abdias do Nascimento (2016). For
this, we prepared a brief context of what it is to be black in Brazil, in the first chapter. In the
second, we work on the figure of the black person in the Amazon and his process of erasing
books and the public domain. The third chapter, the afrocentric art of Keila Sankofa, who is she
anyway? A multi-artist who, in her artistic and performing works, puts the black person in the
first person, assuming the protagonismo of her own stories, rescuing beauty, healing, the
cleanliness of her image, Afrocentric art as liberation. The artistic calls herself an Afrofuturist
artist, as she is in the future of her ancestry and now demands to be heard, seen and understood,
thinking of the community as an instrument of social change and resuming her rightful place in
the city and on the streets, a cradle ancestral.
Descrição
Palavras-chave
Termo controlado
Negras na arte; Artistas negros - Mulheres
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Citação
AFLITOS, Lucas Lopes da Silva. Quem ela pensa que é? corpo, performance, memória e a arte afrocentrada de Keila Sankofa. 2023. 185 f. Dissertação (Mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2023.
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