Avaliação biológica de ração balanceada para ratos utilizando o ensilado de peixe e cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum., Sterculiaceae) como fontes proteicas
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A necessidade de se obter proteínas de baixo custo, para satisfazer a produção de alimentos, leva à procura de fontes alternativas de proteínas de diferentes origens. A região Norte, assim como todas as regiões do Brasil, apresentam dentro da cadeia agrícola, uma perda de cerca de 25% dos produtos produzidos, seja por má conservação, inadequação de estocagem ou por manuseio dos diversos produtos aqui produzidos .O ensilado de peixe é um produto protéico e de alto valor biológico na alimentação animal, que pode ser produzida a partir de peixes mortos, espécies subutilizadas na piscicultura, descartes da comercialização de pescado e resíduos de indústrias de processamentos.O cupuaçu, fruta nativa da Amazônia, se destaca como a mais comercialmente explorada na região, tendo grandes possibilidades de participação na lista das frutas tropicais de excelente valor comercial. O objetivo do presente tranalho é formular e realizar ensaio biológico com ratos de linhagem Wistar uma ração balanceada a base de ensilado de peixe e cupuaçu (Theobroma grandiflorum Schum., Sterculiaceae) como fontes protéicas. As rações serão formuladas e fabricadas na planta piloto do CPTA/INPA (Manaus AM). Para a elaboração de ensilado biológico será utilizado como matéria prima e insumos o resíduo de peixe e os restos de cozinha industrial, como por exemplo as sobras de comida do restaurante universitário ou de empresas que estão localizadas no distrito industrial da cidade de Manaus. Será obtido o concentrado protéico de semente de cupuaçu e determinado a composicão centesimal segundo análises bromatológicas. As rações serão formuladas para apresentar 22% de proteína, de modo que, desse total 3,5% seja proveniente do arroz e do milho e 18,5%, da fonte protéica em teste.O ensaio de digestibilidade será conduzido pelo método dos indicadores.O alimento extrusado será moído e misturado com óxido crômico, na proporção de 0.24%. As fezes coletadas de cada animal serão pesadas, homogeneizadas, compondo-se uma única amostra, e secas em estufa, a 65°C por 72 horas, para posterior análise laboratorial.As análises estatisticas serão descritivas (média e erro padrão da média) e inferenciais (Analise de variancia, a priori, e teste de Tukey, a posteriori) dos coeficientes de digestibilidade da MS, EB e PB e dos valores de MS, EB e PB digestíveis dos alimentos estudados.
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